sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

HIV evolui rápido para driblar resposta imunológica, diz estudo.

Possível vacina teria de ser atualizada como a da gripe, diz pesquisador.

Um estudo envolvendo cientistas de vários países demonstrou que o vírus da Aids, HIV, está evoluindo rapidamente para driblar respostas imunológicas do organismo.
O trabalho, publicado pela revista científica Nature, sugere que, como acontece com o vírus da gripe, eventuais vacinas contra o HIV terão de ser constantemente atualizadas.
Os pesquisadores demonstraram que o HIV é capaz de se adaptar rapidamente para neutralizar moléculas do sistema imunológico controladas por genes conhecidos como Antígenos de Histocompatibilidade Humana (Human Leucocyte Antigen, HLA, na sigla em inglês).
O vírus já matou 25 milhões de pessoas no mundo e outras 33 milhões estão infectadas.
Mas o HIV não mata as pessoas com a mesma rapidez. Em média, sem tratamento, uma pessoa vive com o vírus durante dez anos antes de desenvolver a Aids.
Algumas desenvolvem a doença após 12 meses e outras após 20 anos.
O progresso da infecção está vinculado ao gene HLA, que controla a produção de importantes moléculas do sistema imunológico.
Seres humanos possuem quantidades diferentes do gene HLA e, mesmo variações mínimas, podem ter grande impacto sobre quão rapidamente a Aids se desenvolverá.
Os pesquisadores examinaram sequências genéticas do HIV e genes HLA em mais de 2.800 pacientes em vários países, entre eles, Grã-Bretanha, Austrália, África do Sul, Canadá e Japão.
Eles constataram que mutações que permitem que o HIV neutralize o efeito de um determinado gene HLA são mais frequentes em populações onde há grande incidência desse gene específico.
Por exemplo, uma forma do gene HLA chamada B*51 é particularmente efetiva em controlar o HIV - a menos que o vírus esteja equipado com uma mutação genética "de escape".
Em seus estudos, os pesquisadores constataram que, no Japão, onde o gene B*51 é bastante comum, dois terços da população infectada é portadora de uma variante do HIV equipada com a mutação.
Na Grã-Bretanha, por outro lado, onde o gene é muito menos comum, entre 15 e 25% dos pacientes são portadores do HIV que sofreu a mutação.
O responsável pelo estudo, Philip Goulder, da Universidade de Oxford, disse que resultados semelhantes foram vistos em cada tipo de gene HLA estudado.
"Isto mostra que o HIV é extremamente ágil em se adaptar às respostas imunológicas das populações", disse Goulder.
"Isto é evolução em alta velocidade que estamos vendo em um período de apenas duas décadas".
"A tentação é achar que isso é uma má notícia, que esses resultados significam que o vírus está ganhando a batalha".
"Não é necessariamente o caso. Pode ser que, da mesma forma, à medida em que o vírus muda, respostas imunológicas diferentes entrem em ação e sejam mais efetivas".
"A implicação é que, uma vez que tenhamos descoberto uma vacina efetiva, ela tenha de ser alterada frequentemente para acompanhar o vírus em evolução, assim como fazemos hoje com a vacina da gripe."

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

GettaGrip Musclephone

Que tal um celular que não dependesse de energias convencionais para ter sua bateria carregada? Pois é assim que funciona o protótipo GettaGrip Musclephone, que acumula energia a medida em que você o aperta. Isso mesmo, para carregar a bateria de seu celular basta que você o aperte durante 40 segundos, 20 em cada mão e pronto.

Além do exercício físico e de poupar energia do planeta, você ainda não teria mais problemas com ter que falar rápido para poupar a carga da bateria do celular que está para acabar ou mesmo com bateria vazia quando você mais precisa dela cheia e funcionando. O aparelho ainda não tem previsão de lançamento no mercado.

RITI Printer

O café, uma das bebidas mais consumidas no mundo, acaba de ganhar uma nova função: tinta para impressora. Na RITI Printer, ao invés de tinta ou toner, você irá usar o bom e velho café para imprimir documentos. O produto funciona como uma cafeteira: você deve adicionar café e água para que ela trabalhe, só que ao invés do líquido preto, o resultado será a impressão no papel.

Infelizmente o produto ainda não tem previsão de lançamento no mercado. Na verdade, é bastante provável que por enquanto esta idéia só seja vista no Greener Gadgets Designer Competition (Competição de Design de Bugigangas Verdes), em que o koreano Jeon Hwan Ju, inventor da impressora, está concorrendo. Clique aqui para mais informações.

Capa-carregador solar para iPhone

Com todo o sucesso que o Apple iPhone tem feito, não demoraria para que uma tecnologia verde especificamente para ele fosse anunciada. A empresa Solar Arcadia desenvolveu o Solar Leather Flip for iPhone, uma capa para iPhone que é capaz de carregar a bateria do telefone utilizando a energia solar.

O produto possui um indicadores em sua parte inferior que mostram a porcentagem de energia que possui o aparelho, portanto, com ele você não precisará nem desligar o aparelho e nem mesmo conectar algo a ele para carregá-lo, é só deixar o captador exposto ao sol e pronto! Este produto custa US$45,90 (cerca de R$106). Clique aqui para mais informações.

Universal Solar Charger


Uma boa opção para quem deseja poupar energia elétrica na hora de carregar grande parte dos aparelhos eletrônicos existentes é o Universal Solar Charger, um carregador universal compatível com quase todos os celulares, iPod, USB ou tomada e que usa a energia solar para tal. O produto custa US$69 (cerca de R$160). Clique aqui para mais informações.

Computadores ecológicos da Asus



Uma das primeiras iniciativas quanto ao material utilizado na confecção de notebooks foi tomada pela Asustek Computer, de Taiwan. A empresa apresentou no final de 2007 o Asus EcoBook, que apresenta bambu em seu revestimento. Segundo a empresa, o cultivo e a colheita do bambu é menos prejudicial à saúde da Terra do que a das madeiras convencionais, por isso este material foi escolhido.

Além disso, o bambu é mais ecologicamente correto do que o couro, material normalmente utilizado para revestir notebooks. Hoje em dia é possível encontrar outros dispositivos como teclados e mouses, também construídos com bambu.

Selo Verde


A ONG Green Eletronics Council criou um padrão de qualidade para certificar produtos que apresentem o menor consumo de energia possível e também redução de impacto sobre o meio ambiente na sua produção. Este selo chama-se Electronic Product Environmental Assessment Tool (ferramenta de avaliação ambiental de produtos) ou Epeat . Em seu site (clique aqui para acessar), é possível encontrar uma grande classificação de produtos eletrônicos ambientalmente responsáveis.

Lixo Eletrônico

Uma preocupação cada vez maior daqueles que lutam pelo bem da natureza é a respeito do lixo eletrônico. Apesar de cerca de 94% dos matérias contidos em aparelhos eletro-eletrônicos poderem ser reciclados, não é isso que acontece. Nestes produtos são encontradas diversas substâncias que podem causar sérios danos ao meio ambiente a à saúde humana.

Um bom exemplo disso são as baterias de celular, pois muitas delas levam a mistura níquel-cádmio, a mais tóxica combinação que pode causar câncer em diversos órgãos do corpo humano, bem como ataques asmáticos e outro problemas de pulmão, fígado e sangue.

Tecnologia Verde

Com a crescente preocupação acerca do meio ambiente, diversas empresas têm desenvolvido inúmeros produtos que não emitem – ou então emitem menos – gases poluentes, que utilizam energias renováveis e muito mais. A maioria deles ainda não se encontra no Brasil, mas é uma boa maneira de saber o que vem por ai.

Verde é bom!

Diversas empresas grandes vêm investindo pesado na preservação do meio ambiente e também no desenvolvimento de produtos eletrônicos que não sejam tão danosos à natureza tanto enquanto são usados, quanto no momento em que são descartados. Redução do consumo de energia, utilização de material reciclável ou criado a partir de fontes renováveis de energia e produtos reutilizáveis são alguns exemplos.

Tecnologia x Sustentabilidade

Atualmente, a tecnologia é um dos grandes responsáveis pelo consumo dos recursos naturais do planeta Terra. Além da energia consumida durante o processo de produção, entram nesta conta também o desperdício de energia de aparelhos eletrônicos.

Computadores chegam a desperdiçar até metade da energia que consomem e há que se levar em conta também o uso irresponsável por parte de usuários, que deixam monitores ligados quando desnecessário, por exemplo. Além de computadores, existem diversos produtos eletrônicos que consomem energia da Terra e que poderiam ser substituídos.